Jorge Cravo

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Jorge Cravo
Perfil do Artista

Jorge Cravo

Jorge Cravo (Aracaju,1927-Salvador,2015)

Desde jovem, Cravinho mostrou afinidade e paixão pela música e pelas artes, apesar dos planos de seu pai, Mário, que desejava que ele seguisse os negócios da família, especialmente após a perda do primogênito Mário para o mundo das artes. Em 1948, o jovem sensível, romântico e sonhador foi enviado para os Estados Unidos para estudar administração de empresas. Durante sua estadia, aprofundou seu amor pela música, assistindo a grandes nomes como Frank Sinatra, Nat King Cole e Billie Holiday, e também teve a oportunidade de se aproximar de músicos como Sarah Vaughan, entre outros.

De volta ao Brasil, Cravinho começou a montar uma extensa coleção de discos de Long Play e tornou-se colunista sobre música americana nos jornais da Bahia. Produziu também apresentações para TV e escreveu livros. A sugestão para começar a desenhar veio de seu irmão Mário. Como talentoso desenhista, Cravinho foi incentivado por amigos artistas, como Carybé e Jorge Amado, a explorar a tapeçaria, onde obteve grande sucesso a partir de 1972. Esse sucesso foi amplamente apoiado pela colaboração administrativa especial de sua esposa em seu ateliê, a astróloga Edna Cravo, que também orientava as bordadeiras baianas.

Inicialmente, seus temas eram abstratos e sugeriam rochas e gemas, sem definição figurativa. No entanto, começou a se encantar pelos casarios antigos de Salvador. Como não costumava desenhar na rua, fotografava tudo que o impressionava e fazia as escolhas em casa. Seus temas favoritos passaram a incluir visões astrológicas, vistas aerofotogramétricas, casarios baianos e representações da natureza. Esses temas foram desenvolvidos em projetos para tapeçarias bordadas à mão, executadas na Bahia e também pelo ARTESANATO GUANABARA no Rio de Janeiro sob a orientação de Maria Angela Magalhães e Gilda Carneiro.

Realizou exposições individuais significativas no Brasil, incluindo uma em 1974 no MAM da Bahia, em Salvador, além de outras em galerias e instituições em São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte e Santos. Participou também de importantes exposições coletivas, como a 1ª Mostra de Tapeçaria no MAB-FAAP em 1974, as I e II Trienais de Tapeçaria no MAM-SP em 1976 e 1979, ambas em São Paulo; a exposição “Caminhos da Tapeçaria” na Galeria Funarte no Rio de Janeiro em 1978; e a XV Art Show na Chapel School em São Paulo em 1982. No exterior, realizou exposições individuais e coletivas entre 1976 e 1982 em Houston, Nova York, Nova Orleans e Washington, onde possuía clientes interessados e cativos.

Sua residência em Salvador, Bahia, tornou-se um ponto turístico imperdível. Nas décadas de 1980 e 1990, Cravinho produziu serigrafias para grandes empresas e bancos, mantendo sua paixão pela música até o fim de sua vida. Ele faleceu em 17 de abril de 2015, sendo amplamente reconhecido como um marcante artista baiano e uma figura importante na tapeçaria brasileira.

Suas obras em tapeçaria estão presentes em diversas coleções particulares e espaços públicos no Brasil e nos Estados Unidos, incluindo o Museu da Cidade em Salvador – BA, a Embaixada Brasileira em Washington e a Universidade de Alabama. Seu amigo Jorge Amado poeticamente declarou: “A arte ele a trazia dentro de si. A tapeçaria de Jorge Cravo retrata sua posição diante da vida, sua clara e doce esperança, a ternura, uma luz matinal acesa para iluminar os homens.”

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